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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Não é assim (Fátima Sekai)*
Não tem porquê
A sociedade é quem cria
A polícia é quem manda
O povo oprimido nas favelas é quem move
E você,
Vê tudo de sua tevê
Vê e não sabe viver
Nem criar um cordão sanitário
Para impedir os limpos e certos da CPI de 2001
Não é assim
Tem que reagir
Temos que nos unir
Para atingir
A vitória e seguir
A felicidade que se quis
E eu,
Estou aqui pra mostrar
A minha realidade
Para você e todo mundo parar
Pra pensar
O que será do futuro
Que sonhamos no passado
E destruímos no presente?
Não me siga
Porque assim como você
Eu também estou sem rumo
Levando chumbo,
Cortando os pulsos
No meio dessa civilização
Eu encontrarei o infinito
E eu decidirei meu caminho
(me impuseram o infinito
Ele está: ou no norte ou no sul
Meu fim termina aqui)
*Ana Fátima dos Santos é graduada em Língua Portuguesa e Literaturas pela UNEB. É educadora, escritora, poetiza e orgnizadora do Jornal É na Raça. Estuda questões de identidade, gênero e negritude.
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