Seguidores Queridos

terça-feira, 27 de abril de 2010

"Chega uma hora na vida em que você descobre:
quem te interessa,quem nunca te interessou,
quem não te interessa mais e quem ainda vai te interessar.
Portanto, não se preocupe com quem já fez parte do seu passado;
há um motivo para não estarem no seu futuro."


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Oração dos Estressados (Luís Fernando Veríssimo)

Senhor, dá-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que não posso aceitar, e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tiver que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar diretamente conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.


Ajude-me, sempre, a dar 100% de mim no meu trabalho: 12% na segunda-feira, 23% na terça- feira, 40% na quarta-feira, 20% na quinta-feira e 5% na sexta-feira.


Ajude-me sempre a lembrar: quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender o meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...


E dai-me paciência para agüentar meu chefe pois se eu pedir força... Eu bato nele!


[Que Assim Seja!]


domingo, 30 de agosto de 2009

No ritmo do banzo

(Andreza Conceição)

Com o coração apertado o sofrimento lateja!

Não, essa não é mais uma de amor.

Olho pr’o lado, só olhos atormentados – o medo. Do outro lado, a boca fala outras línguas ou a mesma. A minha, seca num grito silencioso. Nem todas as bocas gritam o medo. Muitas calam-se.

As mãos, não as sentia mais. Nelas pingava o suor que escorria do corpo. O corpo do outro. Tantos outros que a conta se perdia em meio à escuridão e ao embalo do mar.

O sofrimento se multiplicava em olhos, boca, suor e nos outros, tantos aflitos.

Tensão. Fuga.

Em alto mar são raras as chances de saída. Aqui, elas não existiam. As correntes são fortes e se prendem ao meu grito, ao suor, ao sofrimento de todos. Todos juntos num só murmúrio.

Tristeza e nostalgia – banzo.

Meu murmúrio era calado. Não suportava aquela agonia.

Suor, sangue, sofrimento, murmúrio.

Dor no peito. Tontura. Espuma. A idade já pesa. O banzo se esmera em alto mar. O grito não sai. Todo grito é suportável ao lamento da dor. Mas esse não o era. E eu ali sentado, entre correntes e corpos. Tantos.

Suor, sangue, dor, espuma, murmúrio – morte. Tão lenta quanto o último pingo do suor no seu rosto. Como um bom ser humano, pensei: antes ele do que eu.
Ver sofrimento alheio é imaginar-se livre de algumas dores.

Logo vi escrito na tua face: antes aqui do que lá.

Perguntei-me onde. No ritmo do banzo, a história te conta. A mais corriqueira delas.

´
´
´

domingo, 14 de junho de 2009

Divã: nacional, bom e barato


Divã.
Consultório. Divã. Lopes. Médico. Monólogo.

Divã. Casamento. Marido. Divã. Filhos. Esposa.

Rotina. Divã. Amiga. Crise. Mãe. Saudades.

Pai. Traição. Divã. Sexo. Nua. Chuva.

Divã. Drogas. Polícia. Divórcio. Divã. Balada. Banheiro.

Cabelo. Divã. Cabeleireiro. Repica. Mudança. Divã.

Divã. Morte. Tristeza. Felicidade. Divã. Lopes.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Jeremias, Profeta da Chuva

Olá, galera,

fui nesse Dia dos Namorados [:)] ver o espetáculo Jeremias, Profeta da Chuva que trata do povo sertanejo que, através da fé, tentam "amenizar" a fome , a escasses e desemprego.

Achei bastante interessante assistir nessa época do ano, em junho, pois a peça traz personagens e cenas típicas do nordeste brasileiro: a feira livre, o forró, os problemas com a lavoura e a pecuária, encenação com bonecos, profetas, repentistas e as rezadeiras, que dão um show a cantarolar as orações nordestinas.


Retoma tbm a história de vida de Jeremias, o profeta que anunciou a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, isso por meio de um ambiente sertanejo o qual percebi que é ao mesmo tempo real, imaginário e místico.

Adorei a peça e recomendo a vocês.

O ingresso é R$ 20,00 a inteira, às 20h, de sexta a domingo. E vai até 16 de agosto.


A minha autencidade de ser é não mentir
para mim mesmo. Será mais sábia a minha decisão de manter minha consciência limpa e tranquila, do que me preocupar com o que pensam, porque o pensam não é problema meu.


*apimentando as más línguas!!!

Não é assim (Fátima Sekai)*


Não tem porquê
A sociedade é quem cria
A polícia é quem manda
O povo oprimido nas favelas é quem move

E você,
Vê tudo de sua tevê
Vê e não sabe viver
Nem criar um cordão sanitário
Para impedir os limpos e certos da CPI de 2001

Não é assim
Tem que reagir
Temos que nos unir
Para atingir
A vitória e seguir
A felicidade que se quis

E eu,
Estou aqui pra mostrar
A minha realidade
Para você e todo mundo parar

Pra pensar
O que será do futuro
Que sonhamos no passado
E destruímos no presente?
Não me siga

Porque assim como você
Eu também estou sem rumo
Levando chumbo,
Cortando os pulsos

No meio dessa civilização
Eu encontrarei o infinito
E eu decidirei meu caminho

(me impuseram o infinito
Ele está: ou no norte ou no sul
Meu fim termina aqui)


*Ana Fátima dos Santos é graduada em Língua Portuguesa e Literaturas pela UNEB. É educadora, escritora, poetiza e orgnizadora do Jornal É na Raça. Estuda questões de identidade, gênero e negritude.